Democracia Direta Digital Descentralizada

Aproveitando o embalo dos textões eu sempre me pensei em como um Estado deveria ser, escrevi esse texto ano passado e ainda está inacabado, mas caso você tenha sugestões por favor comente abaixo.

Democracia Direta Digital Descentralizada

Essa forma de governo, idealizada por mim, baseia-se na educação como pilar principal da sociedade e na transparência do governo, utilizando-se de sistemas informatizados que auxiliem a população a venderem seus produtos e/ou serviços, além disso obviamente precismos de um sistema que gerenciará o todo o orçamento do governo de forma transparente.

O anarquismo é uma ideologia socialista e revolucionária que se fundamenta em princípios determinados, cujas bases se definem a partir de uma crítica da dominação e de uma defesa da autogestão; o anarquismo defende uma transformação social que deverá permitir a transformação de um sistema de dominação por um sistema de autogestão.

Para realizarmos a verdadeira autogestão é praticamente obrigatório que seja utilizado um Sistema Informatizado (web) que gerenciará as comunas, as transações financeiras (com os impostos) e os meios de produção.

Não se preocupe que esse sistema não tende a ser nem o Anarquismo e nem o Comunismo como conhecidos.

O Autor

Chamo-me Jean Carlo Nascimento e sou um programador, professor e anarquista.

Comecei a querer ajudar as pessoas por eu ter tido uma vida, relativamente, fácil e por ser uma pessoa muita lógico, percebi que tive/tenho mais oportunidades que a maioria da nossa população e não posso aceitar isso.

Como muitos falam da meritocracia, minha meta é exatamente ela.

Criar oportunidade iguais para todos, utilizando-me de sistemas na internet para facilitar a vida das pessoas.

Em Novembro de 2015 lancei oficialmente minha escola online, Webschool.io, uma escola para deixar qualquer conteúdo aberto e gratuito para sempre.

É uma escola que surgiu com os princípios anarquistas de:

  • autogestão;
  • liberdade;
  • autônomia.

Com a meta de criar, colaborativamente, conteúdos didáticos para diversas áreas, deixando-os abertos e gratuitos para sempre, com a meta de dar as mesmas oportunidade de educação a todos.

O Sistema Informatizado

Eu sempre acreditei que para acabar com a corrupção e gerenciar transparentemente um governo só existe uma solução: um sistema web.

Mas não será apenas 1 sistema e sim vários, 1 específico para cada área.

Para que esse sistema exista ele deverá possuir um sistema de pagamento próprio, pelo qual todas as transações financeiras passariam.

Como assim?

Qualquer pagamento feito pelo governo deverá partir desse sistema, pois o mesmo é transparente e a população poderá verificar diariamente os gastos.

Impostos

A forma que os impostos são cobrados atualmente é de uma ignorância gigantesca, pois os mais pobres acabam pagando mais que os ricos.

Então como você resolveria esse problema?

SIMPLES!!!

O imposto só seria cobrado na hora da transação e pago apenas pelo comprador, esse imposto teria um valor fixo em %, que poderá variar de 1% a 30% .dependendo do produto.

Entretanto todos os impostos que o cidadão pagar ele poderá rastrear em tempo real até onde ele foi gasto, com isso tentamos eliminar a sonegação fiscal que leva mais de 500 bilhões por ano.

Mas isso só é possível pois o cidadão pagará bem menos impostos que atualmente e poderá fiscalizar diretamente onde foi gasto.

Licitações

Esse tema é algo que me deixa muito puto pois todos sabemos que é um jogo de cartas marcadas, por isso creio que nenhuma transação financeira ou escolha deve ser feita por uma pessoa, mas sim por um sistema computacional com regras rígidas e transparentes.

Esse sistema irá acabar com as licitações, pois o mesmo irá escolher qual a(s) melhor(es) empresa(s) para aquele projeto baseando-se no melhor custo benefício.

Democracia Direta Digital

Uma democracia direta é qualquer forma de organização na qual todos os cidadãos podem participar diretamente no processo de tomada de decisões.

No regime de democracia direta, os cidadãos não delegam o seu poder de decisão. As decisões são tomadas através de assembleias gerais. Se por acaso precisarem de um representante, este só recebe os poderes que a assembleia quiser dar-lhe, os quais podem ser revogados a qualquer momento.

Democracia direta pura, como tal, não existe em nenhum país moderno a nível nacional. Existe hoje em dia apenas para decisões de caráter estritamente local ou paroquial em alguns cantões da Suíça (Glarus e Appenzell Innerrhoden), e na cidade sueca de Vallentuna.

Por definição, a própria forma de democracia direta a ser implementada em um país deve ser escolhida com ampla participação popular, seja através de plebiscitos e/ou referendos, assembléias populares e congresso geral do povo, governo2.0 (platafomas digitais colaborativas que podem ser utilizadas para elaboração de leis), etc.

Sabendo disso motivou-me mais ainda para criar um sistema que prove o conceito que a Democracia Direta é possível e não só possível como já trabalhamos de forma parecida na programação.

Como Rodrigo Fernandes das Neves diz em sua tese de mestrado:

"Nesse contexto, cogita-se que as novas tecnologias oferecem a base material sobre a qual as sociedades podem modificar radicalmente as instituições e os processos político-democráticos tradicionais em benefício de um sistema mais inclusivo, plural e com o potencial de reavivar o perdido interesse dos cidadãos pelas questões públicas."

Porém como conseguiremos alcançar isso em um país de dimensões continentais como o Brasil?

Fácil!

Um sistema web onde o cidadão irá entrar diariamente para poder votar nos projetos de lei e também criá-los, porém a hierarquia governamental não vem de cima para baixo, porém ao contrário.

Diferentemente da forma usual da Democracia Direta Digital onde ainda existe um governo acima, na Governança Anarquista Colaborativa a organização se inicia com as comunas, que seriam nossos bairros, onde cada comuna se autogerenciará, essa estrutura organizacional é muito similar ao Atomic Design que é uma metodologia de criação de componentes visuais para sistemas web que eu ensino.

Democracia experimental (Demoex)

Democracia experimental (Demoex), um partido político sueco local, é uma experiência em democracia direta electrônica, com votações pela internet, que teve início durante um seminário denominado "TI - Tecnologia da Informação e a Democracia" realizado em Outubro de 2000 numa escola de Vallentuna, um subúrbio de Estocolmo.

Uma das razões de sua criação, além do desencanto generalizado com os políticos tradicionais, foi o fato de que na democracia representativa a opinião do Povo só é consultada uma vez a cada quatro anos. E após serem eleitos, os políticos tradicionais podem agir praticamente como bem entenderem até a próxima eleição.

Acredito que todos estamos fartos disso!

Alguem lhe representa no Congresso ou no Senado?

A mim não!

Sociedade Aberta

A sociedade aberta é um conceito que foi originalmente criado pelo filósofo Henri Bergson. Em sociedades abertas o governo é responsável e tolerante, e os mecanismos políticos são transparentes e flexíveis. O Estado não mantém segredos para si mesmo; é uma sociedade não-autoritária, uma sociedade em que todos são respeitados, com o conhecimento de todos. Liberdade política e direitos humanos são os princípios fundamentais que regem a sociedade aberta.

Na definição de Karl Popper, encontrada em seu livro de dois volumes The Open Society and Its Enemies a "sociedade aberta" é aquela que se assegura de que seus líderes possam ser destituídos sem a necessidade de derramamento de sangue, por oposição às sociedades autoritárias nas quais uma violenta revolução ou um golpe de estado se faz necessário para alterar sua liderança.

Orçamento Participativo

O Orçamento Participativo é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos da participação da comunidade. Esses processos costumam contar com assembleias abertas e periódicas e etapas de negociação direta com o governo. No Orçamento Participativo retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade. Com isso a sociedade civil passa a ocupar espaços que antes lhe eram "furtados".

Para que esse conceito possa ser aplicado de forma mais ágil e transparente, todas as decisões orçamentárias serão definidas automaticamente pelo sistema que analisará as necessidades da população e criará um orçamento prévio, o qual será aberto para discussão dentro das comunas, essa discussão também sendo via Internet, podendo ser gravada.

Cada comuna que quiser modificar seu espaço poderá propor um projeto pelo sistema, onde a maioria (50% +1) precisa votar para validar o projeto local.

Votado e aprovado esse projeto o sistema se encarregará de contratar a cooperativa com o melhor custo benefício

A Propriedade Privada

Cafiero explica em Anarchie et Communisme que a propriedade privada derivada do trabalho leva à acumulação desigual do capital, e portanto a condições sociais distintas, o que seria indesejável.

O Capital

Não creio que seja viável acabar com o Capital, porém creio que devemos criar meios para que os mais abastados possam contribuir mais com a sociedade em que vive.

O Lucro

Tanto anarquistas como comunistas são contra o lucro, eu sou mais ou menos contra.

Hein!??

Eu acho que o lucro pode ser algo bom se revertido para a sociedade, na minha visão com um lucro de 300%, no máximo, por produto.

No caso das empresas que não são cooperativas, quando o lucro dela, em cima de todos os produtos, ultrapassar esse valor o excedente é retornado para a sociedade da seguinte forma:

  • 70% retorna diretamente para o governo aplicar em projetos sociais;
  • 30% será divido entre os empregados.

A Propriedade Privada

Propriedade, atuando pela exclusão e transgressão, frente a uma população em crescimento, tem sido o princípio vital e a causa definitiva de todas as revoluções. Guerras religiosas, e guerras de conquista, se comparados aos extermínios raciais, estes têm sido apenas distúrbios acidentais, logo reparados pela progressão matemática da progressão da vida das nações. A queda e a morte de sociedades se dão decido ao poder de acumulação implicado na propriedade.

Proudhon afirmou que "propriedade é liberdade", ele se referia não só ao produto individual do trabalho, mas também daquilo produzido em coletividades - a propriedade coletiva de camponeses e artesãos, capaz de possibilitar pertences pessoais, habitação, ferramentas de trabalho, e o valor justo pela venda de seus produtos. Para Proudhon, a única fonte legítima de propriedade é o trabalho. Aquilo que alguém produz é propriedade desse alguém e tudo para além disso não é. Este pensador defendia a auto-organização dos trabalhadores e que estas organizações teriam legitimidade para possuir elas próprias os meios de produção.

Proudhon portanto, não aprovava a ideia de uma "sociedade" possuindo os meios de produção ou a terra, mas ao invés disso que o "usuário" tivesse possuísse (sob a supervisão da sociedade), com a organização e regulamentação social" de forma a "regular o mercado".

Os Meios de Produção

São o conjunto formado por meios de trabalho e objetos de trabalho - ou tudo aquilo que medeia a relação entre o trabalho humano e a natureza, no processo de transformação da natureza em si.

Bakunin dizia que no futuro a tecnologia será avançada o suficiente para ter meios de distribuição do trabalho, esse cara é foda, quase um programador.

Para que haja essa distribuição do trabalho e uma verdadeira autogestão as indústrias e empresas devem ser no formato de cooperativas, pois a mesma não poderá ter lucro, o qual será distribuido entre seus cooperados onde um sistema gerenciará todas as fases de produção e venda dos produtos e/ou serviços.

Em Qu´est-ce que la propriéte? (Que é propriedade?), de Pierre-Joseph Proudhon, ele critica a propriedade privada. Sustentava que a exploração da força de trabalho de um semelhante era um roubo e que cada pessoa deveria comandar os meios de produção de que se utilizasse.

E eu concordo plenamente, por isso trabalho no formato 70/30, onde os professores ficam com 70% do valor arrecadado e a escola com 30%.

Na minha visão é ilógico e injusto que as pessoas que, realmente, fazem o produto e/ou serviço recebam uma miséria de salário, enquanto que o patrão fica com boa parte dessa riqueza gerada por outrém.

As Cooperativas

Em seus primórdios, no século XVIII, o cooperativismo pretendia constituir uma alternativa política e econômica ao capitalismo, eliminando o patrão e o intermediário, e concedendo ao trabalhador a propriedade de seus instrumentos de trabalho e a participação nos resultados de seu próprio desempenho.

As cooperativas se baseiam em valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. O cooperativismo nasceu no final do século 19, na Inglaterra dos tempos da Revolução Industrial, quando 28 tecelões se uniram para fundar uma sociedade com uma visão diferente de mercado. Ela buscava ser uma alternativa econômica ao capitalismo acelerado da época, que causava aumento exagerado nos preços, desemprego e jornadas de trabalho cansativas para mulheres e crianças.

Com o passar dos anos, mais pessoas foram aderindo e a noção de cooperativismo foi se adaptando aos novos tempos. A essência, no entanto, continua a mesma. De acordo com a definição proposta pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida. É uma cultura baseada na solidariedade, confiança e na ação coletiva.

As cooperativas têm como características o capital social variável (com teto mínimo, mas sem teto máximo): variabilidade do número de associados acima do mínimo, que é de vinte pessoas físicas (cooperativas singulares); limitação de valor das quotas-partes e do máximo de quotas-partes para cada associado, não podendo exceder a 1/3 do total; proibição de vender ou passar quotas-partes a terceiros; quorum (determinado número de membros presentes) para que a Assembleia Geral possa funcionar e deliberar; indivisibilidade do fundo de reserva, mesmo em caso de dissolução da sociedade; voto único para cada associado, independente de suas quotas-partes; área de ação determinada no estatuto; distribuição proporcional dos lucros ou sobras.[6]

O cooperativismo se baseia em sete princípios, que são:

  • adesão livre
  • administração democrática
  • retorna da proporção das compras
  • juro limitado ao capital
  • neutralidade política e religiosa
  • pagamento em dinheiro a vista;e
  • fomento da educação cooperativa

Para gerenciar as cooperativas haverá um sistema digital que gerenciará todo o processo, por exemplo em uma cooperativa de coleta e reciclagem de lixo.

Onde o sistema irá gerenciar desde a coleta do lixo reciclável, por um cooperado, na porta da casa de quem possui a lixeira.

Até a venda do produto gerado com o material reciclado.

Onde todos ganharão uma % de cada produto vendido baseado no seu trabalho.

O Cooperado

É precisa ser um participante ativo da cooperativa, com uma série de direitos e deveres bem definidos.

DIREITOS

Ser consumidor e usuário dos serviços oferecidos pela cooperativa.
Participar das atividades econômicas, sociais e educativas.
Receber retorno das sobras proporcional ao valor de operações.
Participar das assembleias gerais, decidindo pelo voto os assuntos de interesse da sociedade.

DEVERES

Debater ideias e decidir, pelo voto, objetivos e metas.
Respeitar as decisões votadas nas assembleias gerais que representam a vontade da maioria.
Zelar pelo interesse comum e autonomia da sociedade.
Denunciar, sempre, os procedimentos indevidos.
Colaborar no planejamento, funcionamento, avaliação e fiscalização das atividades.
Estimular a integração da cooperativa com o movimento cooperativista.

Livre associação

Na acepção anarquista e comunista, livre associação é um modo de relação entre indivíduos em que não há nenhum Estado, classe social ou autoridade, numa sociedade que teria abolido a propriedade privada dos meios de produção. Suprimida a propriedade privada, os indivíduos não são mais privados de acesso aos meios de produção e por isso podem se associar livremente (isto é, sem coação social) para produzirem e reproduzirem suas próprias condições de existência e satisfazerem suas necessidades e desejos.

O conceito de livre associação, porém, torna-se mais claro em relação ao conceito de proletariado. O proletário é o indivíduo que não tem propriedade de nenhum meio de produção e que, portanto, para sobreviver, vende a única coisa que ainda possui, as suas aptidões e habilidades (força de trabalho), àqueles que detem a propriedade privada dos meios de produção, em troca do salário. A existência de indivíduos privados de propriedade, privados de meios de vida, permite que os proprietários (ou capitalistas) encontrem no mercado um objeto de consumo que age e pensa (as aptidões e habilidades humanas), que eles consomem para aumentar seu capital em troca do salário que mantém a sobrevivência dos proletários.

A relação entre proletários e proprietários dos meios de produção é, com isso, uma associação forçada, em que o proletário é livre apenas para vender sua força de trabalho, se quiser sobreviver. Ao vender sua capacidade produtiva em troca do salário que lhe garanta a sobrevivência, o proletário coloca sua própria atividade prática sob a vontade do comprador (o proprietário), tornando-se alienado de seus próprios atos e dos produtos dele, numa relação de dominação e exploração.

A solução para esse problema é a facilitação da criação de cooperativas para que o proletário possa ser dono da sua força de trabalho, pois eu acredito que todos deveriam ser autônomos.

Para Marx, a livre associação (isto é, o comunismo) será uma sociedade sem Estado (ou seja, sem polícia e nem corpo armado separado da população) e sem fronteiras nacionais.

O trabalho será abolido, pois uma vez que os homens não são mais separados de suas condições de existência (os meios de vida, de produção) pela propriedade privada, eles encontram na atividade produtiva não um constrangimento econômico, mas a própria realização de seus desejos físicos e intelectuais[10] . Assim, diz ele, "a sociedade comunista [...] me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar na manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico."

E até concordo com ele, porém eu vejo de uma forma diferente.

A concepção de trabalho precisar ser modificada, não ser mais algo obrigatório para a sobrevivência, mas sim algo que você ame fazer para o resto da sua vida.

Não é simples? Bom eu vivo assim.

Um outro exemplo bem notório de livre associação é o movimento do Software Livre, onde os programadores podem se associar livremente, desenvolver projetos em conjunto e disponibilizá-los gratuitamente para quem quer usar.

Já as tendências atuais derivadas do anarquismo e do comunismo entendem a livre asociação como a base prática fundamental de transformação da sociedade em todos os níveis.

A livre associação, para mim, é algo fundamental para nossa evolução como sociedade, além de ser algo simplesmente lógico: o valor do seu trabalho deveria ser seu ou pelo menos boa parte dele.

O Federalismo

Por federalismo Bakunin entendia que era a organização da sociedade "da base até o topo - da circunferência ao centro - de acordo com os princípios de livre associação e federação." Consequentemente, a sociedade poderia ser organizada "com base na liberdade absoluta dos indivíduos, das associações produtivas, e das comunas," com "todos os indivíduos, todas as associações, todas as comunas, todas as regiões, todas nações" tendo "o direito absoluto da auto-determinação, de se associar ou não, aliar-se com quem quer que desejassem.

A Comuna

A Educação

Educação a Distância

Educação Integral

Podemos definir o conceito de educação integral a partir de um dito* que diz que “para educar uma criança, é preciso uma aldeia inteira.”

Para educar um indivíduo é preciso envolver e articular diversos outros indivíduos, tempos e espaços. Afinal, somos todos sujeitos completos, totais, com as mais diversas características, necessidades e possibilidades de aprendizagem ao longo da vida.

Compreende-se, então, que:

  • A educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano e se dá como processo ao longo de toda a vida. Assim, educação integral não é uma modalidade de educação, mas sua própria definição;

  • Espaços, dinâmicas e sujeitos são objeto de aprendizagem e também seu fim, o sentido próprio para o qual converge a construção de qualquer conhecimento. Assim, mais do que um conjunto de espaços a cidade é compreendida como território educativo e o binômio escola-comunidade é sua síntese.

Nessa perspectiva, todos – escola, família, comunidade e a própria cidade –, são educadores e aprendizes de um mesmo e colaborativo processo de aprendizagem.

Desenvolvimento Integral

O conceito de desenvolvimento integral no contexto da educação integral diz respeito a compreensão de que a educação, enquanto processo formativo, deve atuar pelo desenvolvimento dos indivíduos nas suas múltiplas dimensões: física, intelectual, social, emocional e simbólica.

Isso significa que na educação integral, além do desenvolvimento cognitivo privilegiado no modelo educacional tradicional, a educação passa a se ocupar também das demais dimensões do desenvolvimento humano.

Compreende-se, inclusive, que o desenvolvimento intelectual depende das demais dimensões para acontecer na sua plenitude: por exemplo, um corpo limitado na sua expressão ou uma sociabilidade comprometida impactam diretamente nos processos cognitivos.

Cidade/Comuna Educadora

A concepção de Cidade Educadora, no nosso caso será aplicada na Comuna, remete ao entendimento da cidade como território educativo. Nele, seus diferentes espaços, tempos e atores são compreendidos como agentes pedagógicos, que podem, ao assumirem uma intencionalidade educativa, garantir a perenidade do processo de formação dos indivíduos para além da escola, em diálogo com as diversas oportunidades de ensinar e aprender que a comunidade oferece.

O movimento compreende a educação como um elemento norteador das políticas da cidade e o processo educativo como um processo permanente e integrador que deve ser garantido a todos em condições de igualdade e que pode e deve ser potencializado pela valorização da diversidade intrínseca à vida na cidade e pela intencionalidade educativa dos diferentes aspectos da sua organização: do planejamento urbano, da participação, do processo decisório, da ocupação dos espaços e equipamentos públicos, do meio ambiente, das ofertas culturais, recreativas e tecnológicas.

Na Carta, o movimento afirma:

“A cidade educadora deve exercer e desenvolver esta função paralelamente às suas funções tradicionais (econômica, social, política de prestação de serviços), tendo em vista a formação, promoção e o desenvolvimento de todos os seus habitantes. Deve ocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas com a vontade decidida de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida. As razões que justificam esta função são de ordem social, econômica e política, sobretudo orientadas por um projeto cultural e formativo eficaz e coexistencial”.

Esse movimento confere centralidade à educação como elemento norteador das ações e políticas de todas as áreas, na medida em que é compreendida como basilar para o desenvolvimento humano e social.

O Status Social

Uma classe social é um grupo de pessoas que têm status social similar segundo critérios diversos, especialmente o econômico assim como de que família pertence e nasceu, o chamado ter ou não "berço".

Segundo a ótica marxista, em praticamente toda sociedade, seja ela pré-capitalista ou caracterizada por um capitalismo desenvolvido, a desigualdade social através da classe social está relacionada ao poder aquisitivo, ao acesso à renda, à posição social, ao nível de escolaridade, ao padrão de vida, entre outros. Existe a classe dominante, que controla direta ou indiretamente o Estado, e as classes dominadas por aquela, reproduzida inexoravelmente por uma estrutura social implantada pela classe dominante. Segundo a mesma visão de mundo, a história da humanidade é a sucessão das lutas de classes, de forma que sempre que uma classe dominada passa a assumir o papel de classe dominante, surge em seu lugar uma nova classe dominada, e aquela impõe a sua estrutura social mais adequada para a perpetuação da exploração.

Para eliminar as classes sociais baseadas no capital devemos inverter drasticamente essa lógica, pois se você pensar apenas em ganhar dinheiro não estará contribuindo em nada para a sociedade em que vive.

Para mim isso é bem ilógico.

Como assim é ilógico?

Você tem vizinhos?

Então pronto! Você vive em uma sociedade e esse pensamento capitalista de lucrar a todo o custo só irá levar a humanidade a sua degradação, pois o sistema capitalista está fadado a se auto-destruir.

Eu vivo minha vida tentando ajudar o máximo possível as pessoas a minha volta por crer piamente na Física.

Mas o que?!!

Conhecida como princípio da inércia, a primeira lei de Newton afirma que: se a força resultante (o vetor soma de todas as forças que agem em um objeto) é nula, logo a velocidade do objeto é constante. Consequentemente:
Um objeto que está em repouso ficará em repouso a não ser que uma força resultante não nula aja sobre ele.

Nessa primeira lei eu vejo várias pessoas na inércia e que só precisam de um pequeno empurrão e as mesmas oportunidade de todos.

Mas não acaba por aí pois tem mais uma lei que me baseio.

A terceira lei de Newton, ou Princípio da Ação e Reação, diz que a força representa a interação física entre dois corpos distintos ou partes distintas de um corpo. Se um corpo A exerce uma força em um corpo B, o corpo B simultaneamente exerce uma força de mesma magnitude no corpo A — ambas as forças possuindo mesma direção, contudo sentidos contrários.

Com a terceira lei eu percebo que ajudar os outros simplesmente irá retornar para mim, assim como seu eu fizer o mal ele retornará para mim.

Será que é muito complicado pensar de uma forma mais lógica e justa?

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